Amo os armênios pela sua história, por serem cristãos, por serem descendentes do trineto de Noé, pelo sofrimento do segundo maior genocídio da história. (Historiador Valdemir Mota de Menezes)
Arménia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
|
|
Foram assinalados vários aspectos a serem melhorados nesta página ou secção:
|
|
A
Arménia (português europeu) ou Armênia (português brasileiro) (em
arménio:
Հայաստան;
transl.:
Hayastan, ou
Հայք,
Hayq), denominada oficialmente de
República da Arménia (em arménio:
Հայաստանի Հանրապետություն,
Hayastani Hanrapetut'yun), é um
país sem costa marítima localizado numa região montanhosa na
Eurásia, entre o
mar Negro e o
mar Cáspio, no sul do
Cáucaso.
Faz fronteira com a
Turquia a oeste,
Geórgia a norte,
Azerbaijão a leste, e com o
Irão e com o enclave de
Nakhchivan
(pertencente ao Azerbaijão) ao sul. Apesar de geograficamente estar
inteiramente localizada na Ásia, a Arménia possui extensas relações
sociopolíticas e culturais com a
Europa.
3
Foi a menor das repúblicas da extinta
União Soviética. A Arménia configura-se num estado unitário,
multipartidário,
democrático, com uma antiga herança histórica e cultural. Historicamente foi a primeira nação a adotar o
cristianismo como religião de Estado
4 em 301.
5 A Arménia é constitucionalmente um estado secular, tendo a fé
cristã
uma grande identificação com o povo. O país é uma democracia emergente e
por causa de sua posição estratégica, tenta conciliar alianças com a
Rússia e com o
Oriente Médio.
Entre 1915 e 1923 sofreu o que os
historiadores consideram o primeiro
genocídio do
século XX, perpetrado pelo
Império Otomano e negado até hoje pela
República da Turquia. As mortes são estimadas em 1,5 milhão de
arménios e a
deportação de milhões de outros, fazendo com que a Arménia tenha uma
diáspora gigantesca pelo mundo, de descendentes que fugindo das perseguições, tomaram o rumo de países como
França,
Estados Unidos,
Argentina,
Brasil,
Líbano e muitos outros.
A Arménia é atualmente membro de mais de 40 diferentes organizações internacionais, incluindo a
ONU, o
Conselho da Europa,
Banco Asiático de Desenvolvimento,
CEI,
Organização Mundial do Comércio e a
Organização de Cooperação Econômica do Mar Negro. É observadora da
Francofonia, e do
Movimento Não-Alinhado. A Arménia também atua em organizações internacionais de
desportos, como a
FIFA, a
UEFA, e a
Federação Internacional de Hóquei no Gelo.
Etimologia
Haik, o lendário fundador da nação arménia

Ver artigo principal:
Haik
O nome nativo para o país é Haik. Na
Idade Média foi aumentado para
Hayastan, pela adição do
sufixo -stan que significa terra. O nome é tradicionalmente derivado de Haik (
Հայկ), o lendário patriarca dos
arménios e trineto de
Noé, que segundo
Moisés de Corene foi quem defendeu seu povo do rei
babilônio Bel[desambiguação necessária] e estabeleceu seu povo na região das montanhas do
Ararate.
6 Porém, a mais remota origem do nome é incerta.
O
exónimo Arménia aparece pela primeira vez em
persa antigo na
inscrição de Behistun (
515 a.C.) como
Armina (

). Em
grego clássico,
Ἀρμένιοι (arménios) aparece pela primeira vez numa inscrição atribuída a
Hecateu de Mileto (m.
476 a.C.).
7 As duas aparições na mesma época atestam a que o nome era empregado realmente naquela época.
Heródoto (
440 a.C.) escreveu "Os
arménios eram equipados como colonos
frígios" (7.73).
8 Algumas décadas depois,
Xenofonte, um
general grego na guerra contra os
persas,
descreve muitos aspectos do cotidiano das vilas arménias e a sua
hospitalidade. Ele relata que o povo fala uma língua que para seus
ouvidos, assemelhava-se ao
persa.
9
História
Antiguidade
A Arménia é povoada desde os tempos
pré-históricos e era o suposto local do
Jardim do Éden bíblico.
10 O país se localiza no
planalto ao entorno da montanha bíblica do
Ararate. Segundo a tradição
judaico-cristã, foi o local onde a
Arca de Noé encalhou após o
Dilúvio.
11 Arqueólogos continuam a descobrir que o
planalto arménio está no meio de locais onde estariam civilizações primitivas e talvez sejam os mesmos locais onde nasceram a
agricultura e a
civilização.
12 De
6 000 a.C. a
1 000 a.C., ferramentas como
lanças,
machados e ninharias de
cobre,
bronze e
ferro eram comumente produzidos na Arménia e trocados nas terras vizinhas onde esses metais eram menos abundantes.
A Arménia é a principal herdeira do lendário país Aratta (
Ararate), mencionado em inscrições
sumérias. Na
Idade do Bronze, muitos Estados floresceram na área da
Grande Arménia (ou "Arménia histórica"), incluindo o Império
Hitita (o mais poderoso), o
Mitanni (sudoeste da
Grande Arménia) e
Hayasa-Azzi (1 500–1 200 a.C.). Na época, o povo de
Nairi (séculos XII–IX a.C.) e o reino de
Urartu (1000–600 a.C.) sucessivamente estabeleceram suas soberanias no
planalto Arménio. Cada uma das
tribos e
nações supracitadas participaram da etnogénese do povo arménio.
13 14 15 16 Erevã, a moderna capital da República da Arménia, foi fundada em
782 a.C. pelo rei
urartiano Argistis I.
Por volta do ano
600 a.C., o reino da Arménia estava estabelecido sob a
Dinastia orôntida (em arménio:
Երվանդունիներ), a qual existiu sob diversas dinastias até ao ano de
428. O reino chegou em seu maior tamanho entre 95 e
66 a.C. no reinado de
Tigranes, o Grande,
tornando-se um dos mais poderosos reinos da região. Ao longo da
história, o reino da Arménia gozou de períodos de independência
alternados com períodos de submissão aos impérios contemporâneos. A
Arménia, por sua posição estratégica, localizada entre dois continentes,
foi sujeita a invasões por diversos povos, incluindo
assírios,
gregos,
romanos,
bizantinos,
árabes,
mongóis,
persas,
turcos otomanos e
russos.
Em
301, a Arménia se tornou o primeiro país oficialmente
cristão do mundo, tomando-o como
religião oficial de Estado,
17 18 quando um número de comunidades
cristãs começaram a se estabelecer na região desde o ano 40. Havia várias comunidades
pagãs antes do
cristianismo, mas elas foram convertidas por influências de missionários cristãos.
Tirídates III (em arménio:
Տրդատ Գ), juntamente com
Gregório, o Iluminador (em arménio:
Գրիգոր Լուսաւորիչ) foram os primeiros reguladores oficiais do cristianismo ao povo, conduzindo a conversão oficial do país dez anos antes de
Roma emitir sua tolerância aos cristãos por
Galério e 36 anos antes de
Constantino I ser batizado.
Antes do declínio do reino arménio em 428, muitos arménios foram incorporados no período
masdeísta ao império dos
sassânidas (dinastia
persa), regido pelo deus
Aúra-Masda. Após uma rebelião arménia em 451 (
Batalha de Avarair),
os arménios cristãos mantiveram sua autonomia religiosa e também
autonomia e direito de ser regida por uma Arménia mazdeísta, enquanto o
outro império era regido somente pelos
persas. Os mazdeístas da Arménia duraram até 630, quando a
Pérsia Sassânida foi destruída pelo
califado árabe.
Arménia Medieval
Após o período masdeísta (428-636), a Arménia emergiu como
Emirado da Arménia, com uma relativa
autonomia junto ao
Império Árabe, reunindo terras arménias previamente tomadas pelo
Império Bizantino como dele. A principal terra era regulada pelo príncipe da Arménia, reconhecido pelo
califa e pelo
imperador bizantino. Era parte da divisão administrativa
Arminiyya, criada pelos árabes, que incluía partes da
Geórgia e da
Albânia Caucasiana e tinha a
capital na cidade arménia de
Dvin (ou Tvin, em arménio:
Դվին). O Principado ou Emirado da Arménia terminou em
884, quando os arménios conseguiram a independência do já enfraquecido Império Árabe.
O
Reino Bagrátida da Arménia reemergiu sob a dinastia dos
Bagratuni (em arménio:
Բագրատունյաց Արքայական Տոհմ; transl.:
Bagratunyac Arqayakan Tohm, "Real Dinastina dos Bagratuni"), até
1045. Neste tempo, diversas áreas da Arménia Bagrátida foram separadas como independentes reinos e principados, como o reino de
Vaspuracan, regido pela
família Arcruni, desde que reconhecendo a soberania e supremacia dos reis da Casa dos Bagratuni.
Em 1045, o Império Bizantino conquistou a Arménia Bagrátida. Logo, os demais Estados arménios também caíram sob o
domínio bizantino. O domínio bizantino teve uma vida curta, pois em 1071, os
turcos seljúcidas derrotaram os bizantinos e conquistaram a Arménia na
batalha de Manziquerta, estabelecendo o
Império Seljúcida. Para escapar da morte ou da escravidão nas mãos daqueles que assassinaram o rei arménio
Cacício II, rei de
Ani, um arménio de nome
Ruben (depois Ruben I), foi com alguns conterrâneos em direção os
Montes Tauro e fundaram
Tarso, na
Cilícia. O governador bizantino do palácio deu-lhes o abrigo onde o
Reino Arménio da Cilícia foi então estabelecido. Este reino foi a salvação dos arménios, uma vez que a Grande Arménia fôra devastada pelos invasores.
O Império Seljúcida entrou em colapso. Nos anos 1100, os príncipes da nobre família arménia dos
Zacáridas
estabeleceram uma semi-independência dos principados arménios do norte e
da Arménia oriental (agora chamada de Arménia Zacárida). A nobre
família dos
Orbeliadas compartilhava o controle com os Zacáridas em várias partes do país, especialmente em
Siunique e
Vayots Dzor.
Domínio estrangeiro
Durante os anos de 1230, o
Ilcanato mongol conquistou o principado dos
Zacáridas, assim como o resto da Arménia. Os invasores mongóis vieram seguidos de outras tribos da
Ásia Central,
em um processo que durou dos anos 1200 até 1400. Após incessantes
invasões, cada uma trazendo a destruição ao país, a Arménia ficou
enfraquecida. Durante o
século XVI, o
Império Otomano e o
Império Safávida dividiram a Arménia entre si. Mais tarde, o
Império Russo incorporou a Arménia oriental (que consistia de
Erevã e as terras de
Karabakh, na
Pérsia) em 1813 e 1828.
Sob o jugo otomano, os
arménios tiveram relativa autonomia em seus próprios
enclaves e viviam em relativa autonomia com os demais grupos constituintes do império (incluindo os
turcos). Entretanto, os
cristãos viviam em um sistema social
muçulmano estrito. Os arménios enfrentaram a discriminação que persistia. Quando eles reivindicaram por maiores direitos, o
sultão Abdul Hamid II,
em resposta, organizou massacres e deportação de arménios entre os anos
de 1894 e 1896, resultando uma morte estimada de 300 mil arménios. Os
massacres hamidianos, como ficaram conhecidos, deram a fama à Hamid II de "Sultão Vermelho" ou "Sultão Sangrento".
Quando o Império Otomano entrou em colapso, os
Jovens Turcos
assumiram o poder em 1908. Os arménios, que viviam em toda a parte do
até então Império Otomano, depositaram as suas esperanças no
Comitê União e Progresso,
criado pelos Jovens Turcos, como caminho para o fim das mortes e
perseguições aos arménios e que eles deixariam de ser cidadãos de
segunda classe. Porém, o pacote de reformas para os arménios de 1914
apresentaria a solução definitiva para os ensejos arménios e para toda a
questão arménia da pior forma possível.
19
A Primeira Guerra Mundial e o genocídio arménio
Um cartaz de angariação de fundos para o Comitê Americano para o Socorro
em Oriente Médio, destinada a ajudar as vítimas do genocídio arménio
Com o advento da
Primeira Guerra Mundial, o
Império Otomano e o
Império Russo ocuparam o
Cáucaso durante a "Campanha Persa", o novo governo turco começou a olhar para os
arménios
com dúvidas e suspeitas. Isso era conveniente com o fato do Império
Russo ter em seu exército um contingente de voluntários arménios. Em 24
de abril de 1915, cerca de 600
intelectuais arménios foram presos e exterminados a mando de autoridades otomanas, e, com a
lei Tehcir (29 de maio de 1915), uma grande parcela da população arménia que vivia na
Anatólia começou a ser deportada e privada de seus bens, em um processo que levou a morte de cerca de 1,5 milhão de arménios.
Este evento aqui iniciado ficaria conhecido como genocídio arménio. Havia uma
resistência arménia
na região, desenvolvida contra a atividade otomana. Os eventos de 1915 a
1923 são considerados pelos arménios e pela maioria dos historiadores
ocidentais como um assassinato em massa patrocinado pelo estado, ou
genocídio.
Entretanto, como a
Turquia, herdeira direta do Império Otomano e que insiste na negação do genocídio arménio, é uma forte aliada ocidental na
Ásia Menor e
Oriente Médio, tanto os governos dos
Estados Unidos como da
Grã-Bretanha são lacónicos na categorização do massacre dos arménios como genocídio.
Autoridades turcas afirmam que as mortes são provenientes de uma
guerra civil, acompanhada das
doenças e
fome que assolaram o Império Otomano no início do
século XX,
com baixas tanto para arménios quanto para turcos. As estimativas de
mortos variam entre 650 mil e 1,5 milhão, sendo esta última cifra a mais
aceita pelos historiadores ocidentais e mesmo por alguns intelectuais
dissidentes turcos, como
Orhan Pamuk,
Nobel de Literatura em 2006 e
Taner Akcam, professor da Universidade de
Minnesota.
A Arménia tem feito campanhas para o reconhecimento do genocídio no
mundo por trinta anos. Esses eventos são tradicionalmente realizados no
dia 24 de abril, data que marca o início do genocídio arménio.
Embora o
exército russo tenha obtido mais ganhos do que o
exército otomano durante a Primeira Guerra Mundial, esta vantagem fora perdida com o advento da
Revolução Russa de 1917. Neste momento, a
Rússia controlava a
Arménia oriental,
Geórgia e
Azerbaijão, criando uma ligação com a
República Democrática da Transcaucásia em 28 de maio.
Divisão Política da Europa em 1919, mostrando a independente República da Arménia
República Democrática da Arménia
Brasão de armas da República Democrática da Arménia
Infelizmente, a vida curta da RDA independente deveu-se aos perigos
da guerra, disputas territoriais, um massivo fluxo de refugiados da
Arménia Otomana, espalhando doenças e famintos. A
Tríplice Entente alarmada pelos horrores do
Império Otomano procurou ajudar o recém-formado estado Arménio a arrecadar fundos e outras formas de se sustentar.
Com o fim da guerra, a vitoriosa Entente procurou dividir o Império
Otomano. Assinado entre as potências aliadas e o as autoridades otomanas
em 10 de agosto de 1920 em
Sèvres, o
Tratado de Sèvres previa manter independente a RDA e anexar os territórios da
Arménia Ocidental. Pelas novas
fronteiras terem sido desenhadas pelo presidente americano
Woodrow Wilson, este território apontado pelo Tratado ficou conhecido como
"Arménia Wilsoniana". Nesta época, foi considerada a possibilidade da Arménia se tornar um protetorado dos
Estados Unidos. O tratado, entretanto, foi rejeitado pelo
Movimento Nacional Turco e nunca entrou em vigor. O movimento, liderado por
Mustafa Kemal Ataturk, usou o tratado como pretexto para legitimar-se no poder da Turquia, derrubando a
monarquia sediada em
Istambul e instaurando a
República da Turquia, com capital em
Ancara.
Em 1920, forças nacionalistas turcas invadiram a República da Arménia pelo leste e teve início a
Guerra turco-arménia. Forças otomanas sob o comando de
Kazım Karabekir conquistaram territórios arménios que a
Rússia anexou em conseqüência da
Guerra Russo-Turca de 1877-1878, e ocuparam a antiga cidade de
Alexandropol (atual
Gyumri). O violento conflito foi encerrado com o
Tratado de Alexandropol em 2 de dezembro de 1920. O tratado forçou os
arménios a se desmilitarizarem, ceder mais de 50% de seu território de antes da guerra e abrir mão da
Arménia Wilsoniana, garantida pelo Tratado de Sèvres. Simultaneamente, o
11º Exércio Soviético, sob o comando de
Grigoriy Ordzhonikidze, invadiu a Arménia por
Karavansarai (atual
Ijevan) em 29 de novembro. Em 4 de dezembro, as forças de
Ordzhonikidze entraram em
Erevã e a curta vida da República Democrática da Arménia teve fim.
Arménia Soviética
A Arménia foi anexada pela
Rússia bolchevista e juntamente com Geórgia e Azerbaijão, foi incorporada à URSS como parte da
República Federativa Socialista Soviética Transcaucasiana em 4 de março de 1922. Com essa anexação, o
Tratado de Alexandropol foi suplantado pelo turco-soviético
Tratado de Kars. No acordo, a
Turquia permitiu à União Soviética assumir o controle sob
Adjara com o porto da cidade de
Batumi, com o retorno da soberania de cidades como
Kars,
Ardahan e
Iğdır, que pertenciam à
Arménia Russa.
A RFSST existiu de 1922 até 1936, quando ela foi dividida em três
repúblicas intituladas
RSS da Arménia,
RSS da Geórgia e
RSS do Azerbaijão. Os
arménios desfrutaram de um período de relativa estabilidade sob o jugo
soviético. Eles recebiam medicamentos, comida, e outras provisões de
Moscou, e o governo soviético provou ser um "bálsamo calmante" em contraste com os últimos anos do
Império Turco-Otomano. A situação era difícil para a
Igreja, estranguladas pelas normas anticlericais
soviéticas. Após a morte de
Lenin,
Stálin tomou as rédeas do poder e recomeçou o período de terror para os arménios. Como várias outras
etnias minoritárias que viviam na URSS durante o período do
Grande Expurgo de
Stalin, dezenas de milhares de arménios foram executados ou deportados.
O medo diminuiu quando Stalin morreu em 1953 e
Nikita Khruschev assumiu o poder na URSS. Logo, a vida na
Arménia Soviética sofreu uma rápida melhora. A Igreja que sofria com as perseguições de Stálin, foi restaurada quando o
católico Vasken I assumiu as funções de seu cargo em 1955. Em 1967, um
memorial para as vítimas do
genocídio arménio foi construído nas colinas de
Tsitsernakaberd acima do
desfiladeiro de
Hrazdan, em
Erevã.
Isto aconteceu depois de uma grande manifestação na capital onde se
exigiu que fossem tomadas medidas para recordar as vítimas do
genocídio no seu 50º aniversário.
Durante a era
Gorbachev, nos anos 1980, com as reformas da
glasnost e
perestroika, os arménios começaram a exigir melhores cuidados ambientais com seu país, opondo à
poluição que as fábricas soviéticas produziam. Tensões também se desenvolveram entre o Azerbaijão Soviético e o distrito autônomo de
Nagorno Karabakh, majoritariamente habitado por arménios, separado da Arménia por Stálin em 1923. Os arménios residentes em
Karabakh
reivindicaram a unificação com a Arménia Soviética. Protestos pacíficos
em Erevã apoiavam os arménios de Karabakh que se encontravam sob
pogroms antiarménios na cidade
azeri de
Sumgait. Compondo os problemas da Arménia, um
terremoto devastador atingiu o país em 1988, com uma
escala sismológica de 7.2.
20
A inabilidade de
Mikhail Gorbachev de resolver os problemas da Arménia (especialmente
Karabakh) criou desilusões entre os
arménios e apenas alimentou o desejo crescente de independência. Em maio de 1990, o Novo
Exército Arménio (NEA) foi estabelecido, servindo como força de defesa separatista do
Exército Vermelho soviético. Choques logo aconteceram entre o
NEA e as tropas da
Força Soviética de Defesa do Interior, baseadas em
Erevã, quando os arménios decidiram comemorar o estabelecimento da
República Democrática da Arménia
de 1918. A violência resultou na morte de cinco arménios baleados na
estação de trem, pela Força Soviética. Testemunhas acusaram a Força
Soviética de usar força excessiva e de ter instigado a violência. Mais
atritos aconteceram entre os milicianos arménios e as tropas soviéticas
em
Sovetashen,
próxima à capital, e resultou na morte de 26 pessoas, a maioria civis
arménios. Em 17 de março de 1991, a Arménia, juntamente com os
Países Bálticos, Geórgia e
Moldávia, boicotaram um
referendo onde 78% dos votos eram para a retenção da
URSS, porém após uma reforma.
21
Restabelecimento da independência
Em
1991, a
União Soviética se fragmentou e a Arménia restabeleceu sua independência. Declarando-se independente em
23 de agosto, sendo a primeira
república
não-báltica a se desassociar. No entanto, os primeiros anos
pós-soviéticos foram assolados por dificuldades econômicas bem como pelo
começo repentino em grande escala de um
confronto armado entre arménios de
Karabakh e
azeris. Os problemas econômicos tiveram origem no início do conflito de Karabakh, quando a
Frente Popular do Azerbaijão conseguiu pressionar a
RSS do Azerbaijão a impor um bloqueio
ferroviário
e aéreo contra a Arménia. Essa medida enfraqueceu efetivamente a
economia arménia, pois 85% de seus produtos e mercadorias chegavam
através do tráfego ferroviário.
22 Em 1993, a Turquia adere ao bloqueio contra a Arménia em apoio ao Azerbaijão.
23
A guerra de
Karabakh terminou após um
cessar-fogo intermediado pela
Rússia estabelecido em 1994. A guerra foi um sucesso para as Forças Armadas de Karabakh que asseguraram 14% do território
azerbaijano.
24 Desde então, Arménia e Azerbaijão têm participado de conversas de paz, mediadas pela
Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). O status de
Karabakh
está sendo ainda determinado. A economia de ambos países têm sido
afetadas na falta de uma resolução definitiva e as fronteiras azeri e
turca permanecem fechadas para a Arménia.
Ao entrar no
século XXI a
Arménia enfrenta grandes dificuldades. Mesmo assim, apesar dos altos
índices de desemprego, conseguiu fazer algumas melhorias econômicas,
entre as quais, uma plena mudança para uma
economia de mercado e desde 2007, permanece a 32ª nação mais economicamente livre no mundo. Suas relações com a
Europa, o
Oriente Médio e a
Comunidade dos Estados Independentes têm permitido o aumento do comércio da Arménia.
Gás,
óleo e outros suprimentos chegam por meio de duas rotas vitais: o
Irão e a Geórgia, com os quais a Arménia mantém relações cordiais.
Geografia
A Arménia localiza-se em um terreno montanhoso e vulcânico
A Arménia é um
país sem costa marítima na
Transcaucásia. Localizado entre os mares
Cáspio e
Negro, o país faz fronteiras a
norte com a
Geórgia, a
leste com o
Azerbaijão, ao
sul com o Irão e a
oeste com a
Turquia.
Desde os primórdios da humamidade, o povo arménio vive no
planalto arménio, um vasto território com mais de
300 000 km², localizado na parte central e norte da
Anatólia.
O planalto arménio é cercado, ao norte, pelo encadeamento do Baixo
Cáucaso e ao sul, pelo encadeamento do Tauro Arménio, enquanto
declina-se ao oeste para o vale do
rio Eufrates e ao leste para as terras baixas do
mar Cáspio.
Um enorme maciço vulcânico está localizado quase no centro desta
região. Este maciço possui dois picos: o Grande Ararate, chamado pelos
arménios de Massis (com
5 156 metros de
altitude acima do nível do mar), e o Pequeno Ararate, identificado pelos arménios pelo nome de Sis (com altitude de
3 914 metros).
Existe ainda, um número considerável de planícies e vales férteis
dentro do planalto do país, entre os quais, os mais conhecidos são os
vales de Ararate, Much, Khaberd, Yerznka, Alachkert e Chirak, destacando
a vida econômica do povo arménio. O vale de Ararate é o maior e mais
fértil de todos estes, e transformou-se, com o passar dos tempos, no
centro da vida econômica, política e cultural da Arménia. Diversas
capitais da Arménia histórica, como
Armavir,
Yervandachat,
Vagarsapate e
Dvin estavam situadas nesta região geográfica, assim como ocorre hoje com a atual capital,
Erevã.
25
Relevo e hidrografia
O relevo arménio é homogêneo. Constitui-se em sua maior parte por
planaltos, sendo que estes são abundantes com rios. Localizam-se aí as
nascentes dos rios Eufrates e
Tigres, com seus afluentes, que se desembocam no
Golfo Pérsico, bem como os rios
Kura e
Arax, que desembocam no Mar Cáspio. O maior rio da Arménia é o Arax, sendo seus afluentes os rios
Akhurian,
Hrazdan,
Kassakh,
Azat e outros. Os maiores lagos do planalto arménio são o
Van, o
Úrmia e o
Sevan,
sendo que atualmente, o lago Van está em sua grande parte, dentro do
território da Turquia. Este lago possui uma extensão de 3733 km² e sua
água é salgada. O lago Urmia, que também está em sua maior parte em
outro país, no
Irão,
era denominado antes de Kaputan, também possui água salgada e não
possui espécies de peixes. Sua dimensão é de 5800 km². O lago Sevan,
antes chamado de Mar de Guegham, é um dos lagos mais altos do mundo, com
aproximadamente 1400 km². Aproximadamente duas dúzias de pequenos rios
desembocam no lago, e apenas alguns afluem dele. Sua água é doce.
25
Topografia
A República da Arménia ocupa uma área de 30 mil
km², localizada no nordeste do
Planalto Arménio (ocupando 400 mil km²), outrora conhecida como
Arménia Histórica e considerada a terra original dos arménios. O terreno é muito montanhoso, com rápidas correntezas de rios e poucas
florestas. O
Clima continental está em todo o planalto, o que significa que os verões são quentes e os
invernos são rigorosos na Arménia. O ponto alto é o
monte Aragats, localizado no Pequeno
Cáucaso (4095
metros), e não há ponto do país que esteja abaixo dos 390 metros acima do
nível do mar.
O
monte Ararate
que historicamente pertence à Arménia é o ponto mais alto da região.
Atualmente ele se localiza na Turquia, mas da Arménia tem-se uma vista
clara e total da montanha, que lembra aos arménios de seu maior símbolo.
A montanha está presente no
Brasão de armas da Arménia e em várias manifestações culturais do povo.
Meio ambiente
A Arménia possui muitos problemas ambientais, os quais ela tenta
resolver. Existe no país um Ministério do Meio Ambiente que introduziu
taxas para a poluição do ar e da água, e para o despejo exagerado de
lixo, que são usadas para atividades de proteção ambiental. A Arménia
tem interesse em cooperar com outros membros da
Comunidade dos Estados Independentes (
CEI) e com a comunidade internacional nas questões ambientais. O governo arménio trabalhou para fechar a
Usina Nuclear de Medzamor, próximo a
Erevã, procurando desenvolver formas alternativas de energia.
Clima
O clima na Arménia é marcadamente
continental. Os verões são secos e ensolarados, indo de junho até meados de setembro. A temperatura varia entre 22° e 36°
C.
Entretanto, a baixa umidade atenua o efeito das altas temperaturas.
Brisas à tarde proveniente das montanhas promovem um bem-vindo frescor. A
primavera é curta e os
outonos são longos. Os outonos são conhecidos pela vibração e cor das folhas das árvores. Os
invernos
são muito frios com bastante neve, com temperaturas que variam entre
-10° à -5 °C. Os esportes de invernos fazem sucesso essa época do ano,
como a prática de
esqui nas colinas de
Tsakhkadzor, localizadas a 30 minutos de Erevã. O
Lago Sevan está situado nas terras altas e é o segundo lago mais alto do mundo, a 1900 metros acima do nível do mar.
25
Política
A política da Arménia situa-se em um ambiente de
democracia representativa de
república presidencial. Conforme a
Constituição da Arménia, o presidente é o
líder do governo e do sistema multipartidário pluriforme. O
parlamento unicameral (também chamado de Azgayin Joghov ou
Assembleia Nacional) é controlado por uma coalizão de três partidos políticos: o conservador
Partido Republicano, o
Partido Arménia Próspera e a
Federação Revolucionaria Arménia. Os principais partidos de oposição incluem o partido do ex-presidente da Assembleia Nacional,
Estado de Direito, e o partido do ex-primeiro-ministro
Raffi Hovannisian,
Herança, ambos são favoráveis a uma eventual adesão arménia à
União Europeia e à
OTAN.
O governo arménio declaradamente objetiva construir uma
democracia parlamentar ao estilo ocidental e as bases para sua
forma de governo. Contudo, observadores internacionais do
Conselho da Europa e do
Departamento de Estado dos Estados Unidos da América
têm questionado a clareza das eleições parlamentares e presidenciais da
Arménia e o referendo constitucional desde 1995, citando divergência
nas pesquisas, a falta de cooperação da
Comissão Eleitoral e a escassa manutenção das listas eleitorais e os locais pesquisados. A
Freedom House
qualificou a Arménia como "praticamente livre" em seu relatório de
2007, apesar de não classificar o país como uma "democracia eleitoral",
indicando uma relativa falta de liberdade e competitividade eleitoral.
26 Há o sufrágio universal com idade superior a dezoito anos.
Relações exteriores
A Arménia atualmente mantém boas relações com quase todos os países
do mundo, com duas importantes sendo seus vizinhos mais próximos, a
Turquia e o Azerbaijão. Tensões foram elevadas entre arménios e
azerbaijanos durante os últimos anos da
União Soviética. A
Guerra de Nagorno-Karabakh dominou a política da região por todo os anos de 1990.
27
As fronteiras entre os dois países rivais permanece fechada nos dias de
hoje, a solução para o conflito não foi alcançada apesar da mediação
prestada por organizações como a
OSCE. O ministro do exterior,
Vardan Oskanyan, representa a Arménia nas negociações de paz.
A Turquia também possui uma longa historia de conturbadas relações com a Arménia por sua recusa em reconhecer o
genocídio arménio
de 1915. O conflito de Karabakh tornou-se uma desculpa para a Turquia
fechar suas fronteiras com a Arménia em 1993. Não tem revogado o
bloqueio, apesar da pressão do poderoso
lobby empresarial turco interessado nos mercados arménios.
27
Devido a sua posição hostil entre dois países vizinhos, a Arménia tem aproximado laços de segurança com a
Rússia. A pedido do governo arménio a Rússia mantém uma
102ª base militar russa no noroeste da cidade arménia de
Gyumri como elemento de dissuasão contra a Turquia.
28 Apesar disto, a Arménia também tem olhado para as estruturas euro-atlânticas nos últimos anos. Mantém boas relações com os
Estados Unidos especialmente por meio de sua
diáspora. De acordo com o
Censo americano de 2000, há 385 488 arménios vivendo naquele país.
29
A Arménia é também membro da
Parceria para Paz da
OTAN, bem como, do
Conselho da Europa, mantendo relações amigáveis com a
União Europeia, especialmente com seus Estados-membros tais como a
França e a
Grécia. Uma pesquisa realizada em 2005 mostrou que 64% da população arménia estaria a favor da adesão à União Europeia.
30 Muitos oficiais arménios também têm expressado o desejo de seu país eventualmente tornar-se um Estado-membro da UE,
31 outros prevêem que será feito uma candidatura oficial em poucos anos.
32 Alguns também tem olhada a favor de uma adesão á Otan.
28 De qualquer modo o presidente, Robert Kotcharian, quer manter a Arménia atrelada à Rússia e à
CEI e a OTSC, tornando parceiro, não membro, da UE e da OTAN.
33
Forças Armadas
O
Exército Arménio,
Força Aérea, Defesas Aéreas e a Guarda de Fronteira são os quatro braços que formam as
Forças Armadas da República da Arménia. As Forças Armadas foram formadas após o colapso da
URSS em 1991 e com o estabelecimento do
Ministério da Defesa em 1992. O
comandante-em-chefe das Forças Armadas é o
Presidente da República Robert Kocharyan. O Ministério da Defesa é um cargo de liderança política, atualmente ocupado pelo Coronel-General
Mikael Harutyunyan, enquanto os comandos militares restantes estão nas mãos do
Estado-Maior, liderado pelo Chefe do Estado, que atualmente é o Tenente-General
Seyran Ohanian.
As forças ativas têm perto de 60 mil homens, com um adicional de
reservas de 32 mil e "reservas dos reservas" estimados em 350 mil
soldados. A Guarda de Fronteira arménia tem condição de patrulhar as
divisas com a Geórgia e Azerbaijão, enquanto tropas
russas
monitoram as fronteiras com a Turquia e Irão. Em caso de eventual
ataque, a Arménia pode mobilizar todos os homens capazes de manejar uma
arma entre 15 e 59 anos com treino militar.
O
Tratado das Forças Armadas Convencionais da Europa (FACE) estabeleceu limites nas categorias-chaves de equipamentos militares, foi ratificado pelo
Parlamento Arménio em julho de 1992. Em março de 1993, a Arménia assinou a multilateral
Convenção de Armas Químicas, que clamava pela eventual eliminação das
armas químicas. A Arménia aderiu também ao
Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares como um país sem armas nucleares, em junho de 1993. O país é membro da
Organização do Tratado de Segurança Coletiva, juntamente com
Bielorrússia,
Cazaquistão,
Quirguistão,
Rússia,
Tajiquistão e
Uzbequistão. Participa do programas desenvolvidos pela
OTAN "
Parceria pela Paz" e
Conselho da Parceira Euro-Atlântico. A Arménia estava engajada em missões de paz no
Kosovo como parte das tropas kosovares não-OTAN, sob o comando
grego.
34 E no
Iraque, o país possui 46 membros das Forças Armadas como parte da
Força de Coalizão.
35
Subdivisões
As onze subdivisões da Arménia
A Arménia está organizada político-territorialmente em onze subdivisões. Destas onze, dez são chamadas
marzer (em arménio: մարզեր) ou no singular
marz (մարզ), que é derivada da palavra
persa marz, cujo significado é "fronteira", "limite". Erevã é tratada separadamente e recebe status especial de
hamaynq (համայնք) por ser a capital do país. O líder do executivo em cada uma das 10
marzes é o
marzpet (մարզպետ) ou governador da
marz, apontado pelo governo da Arménia. Em Erevã, o líder do executivo é o
prefeito,
apontado pelo presidente. A república possui 953 vilarejos, 48 cidades e
932 comunidades, das quais 871 são rurais e 61 urbanas.
36
| 11 |
Erevã (Երևան) |
1.091.235 |
36,3% |
227 km² |
5.196,4 km² |
- |
| 7 |
Shirak (Շիրակ) |
257.242 |
8,6% |
2681 km² |
96,0 km² |
Giumri (Գյումրի) |
| 3 |
Armavir (Արմավիր) |
255.861 |
8,5% |
1242 km² |
206,2 km² |
Armavir (Արմավիր) |
| 6 |
Lorri (Լոռի) |
253.351 |
8.4% |
3789 km² |
66,8 km² |
Vanadzor (Վանաձոր) |
| 2 |
Ararate (Արարատ) |
252.665 |
8,4% |
2096 km² |
126,1 km² |
Artaxata (Արտաշատ) |
| 5 |
Kotayk (Կոտայք) |
241.337 |
8,0% |
2089 km² |
114,9 km² |
Hrazdan (Հրազդան) |
| 4 |
Gegharkunik (Գեղարքունիք) |
215.371 |
7,2% |
5348 km² |
58,9 km² |
Gavar (Գավառ) |
| 8 |
Siunique (Սյունիք) |
134.061 |
4,5% |
4506 km² |
29,8 km² |
Kapan (Կապան) |
| 1 |
Aragatsotn (Արագածոտն) |
126.278 |
4,2% |
2753 km² |
45,8 km² |
Ashtarak (Աշտարակ) |
| 9 |
Tavush (Տավուշ) |
121.963 |
4,1% |
2704 km² |
39,1 km² |
Ijevan (Իջևան) |
| 10 |
Vayots Dzor (Վայոց Ձոր) |
53.230 |
1,8% |
2308 km² |
22,1 km² |
Yeghegnadzor (Եղեգնաձոր) |
Símbolos nacionais
A
bandeira nacional
consiste em três listas horizontais de cores vermelha, azul e laranja.
Existem muitas interpretações do significado das cores, mas a mais
aceite diz que o vermelho simboliza o sangue derramado pelos arménios em
defesa do seu país, o laranja simboliza o solo fértil da nação e o azul
simboliza o céu.
O
brasão de armas é composto por uma
águia e um
leão segurando um
escudo.
O brasão combina elementos simbólicos antigos e modernos da cultura
arménia. A águia e o leão são antigos símbolos arménios que datam dos
primeiros reinos que dominaram a região, na era pré-cristã.
Mer Hayrenik (em arménio:
Մեր հայրենիք) é o
hino nacional
adoptado a 1 de Julho de 1991, adquiriu a mesma música do antigo hino
mas com uma letra diferente. Esta foi adaptada de um poema de Mikael
Nalbandian (1829-1866) que mais tarde foi transformado em música pelo
compositor Barsegh Kanachyan (1885-1967). Seu título significada
Nossa Pátria.
Economia
A economia da Arménia sobrevive de pesados auxílios estrangeiros.
37 Antes da independência, a economia arménia era principalmente de
indústrias de base como
indústrias químicas,
eletrónica, maquinaria, alimentos,
borracha sintética e
têxtil, totalmente dependente de fontes externas. A
agricultura contribuía com cerca de 20% na produção final e com 10% dos empregos antes da queda da
URSS
em 1991. A república desenvolveu um moderno setor industrial,
abastecendo com máquinas, tecidos e outros produtos manufaturados para
as suas "repúblicas irmãs" em troca de
matéria-prima e
energia.
17
As minas arménias produzem
cobre,
zinco,
ouro e
chumbo. A maior parte da
energia é produzida com
combustível importado da
Rússia, incluindo
gás natural e combustível nuclear (para a única
usina nuclear); a fonte para a energia residencial é
hidroelétrica. Pequenas quantidades de
carvão, gás natural e
petróleo do país não suficientes para o desenvolvimento.
Como outras recém-independentes estados da ex-
URSS, a
economia da Arménia sofreu com o legado da
economia planificada
e com o colapso do padrão de troca soviético. Investimentos soviéticos
que apoiavam a indústria da Arménia virtualmente desapareceram, tanto
que poucas das maiores empresas estão ainda em atividade no país. Além
disso, os efeitos do
terremoto de 1988 (
Terremoto de Spitak ou
Gyumri), que vitimou 25 mil pessoas e feriu mais de meio milhão, ainda são sentidos. O conflito com o Azerbaijão pelo território de
Nagorno Karabakh
ainda não está resolvido. As fronteiras fechadas com a Turquia e o
Azerbaijão tem devastado a economia do país, pois a Arménia depende de
outras formas de energia e de matérias-primas. Estradas através da
Geórgia e Irão são inadequadas e insuficientes. O
PIB cresceu cerca de 60% de 1989 até 1993. A moeda nacional corrente, o
Dram, sofreu uma
hiperinflação nos primeiros anos de sua introdução.
Todavia, o governo fez reformas econômicas abrangentes que diminuíram
os dramáticos níveis de inflação e estabilizou o crescimento. O
cessar-fogo na
Guerra de Nagorno-Karabakh
em 1994 ajudou a recuperar a economia. A Arménia vem tendo um forte
crescimento desde 1995, construindo uma reviravolta que começou no ano
anterior, fazendo a inflação ficar em níveis insignificantes nos últimos
anos. Novos setores, como o de
pedras preciosas e
joalheria,
tecnologia de informação,
tecnologia de comunicação e também o
turismo estão começando a substituir os tradicionais setores econômicos do país, como a
agricultura.
Este estável progresso econômico foi ganho com um crescente investimento de instituições internacionais na Arménia. O
Fundo Monetário Internacional (
FMI),
Banco Mundial,
Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento
e outras instituições financeiras internacionais bem como outros países
fornecem consideráveis empréstimos, que desde 1993, excederam 1,1
bilhão de
dólares.
Estes empréstimos são direcionados para a redução do défict do
orçamento, estabilizando a moeda; desenvolvendo negócios privados;
energia; agricultura; comida processada; transporte público, saúde e
educação; e a reconstrução da área atingida pelo terremoto. O governo
aderiu a
Organização Mundial do Comércio em 5 de fevereiro de 2003. Mas uma de suas maiores fontes de investimentos é a
diáspora arménia,
que financia a maior parte da reconstrução da infra-estrutura e outros
projetos públicos. Sendo um Estado democrático, a Arménia também recebe
ajuda do
ocidente.
Uma lei
liberal
de investimentos estrangeiros foi aprovada em junho de 1994, e a Lei de
Privatizações foi aprovada em 1997, bem como um programa de
privatização de propriedades estatais. A continuação do progresso
depende da habilidade do governo de fortalecer a gerência da macro
economia, incluindo uma crescente coleta de rendimentos de governo,
melhorando o clima dos investimentos e promovendo operações de combate à
corrupção. Entretanto, o desemprego se revela o maior problema do país,
principalmente devido ao grande fluxo de imigrantes vindo de
Karabakh, refugiados do conflito, que encaram taxas de desemprego em torno de 15%.
Em 2007, a
Transparência Internacional publicou na
Lista de percepção de corrupção a Arménia na posição de 99º, em 179 países avaliados.
38 39 O país foi classificado como o 80º melhor
IDH pelo
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o mais alto das repúblicas
transcaucasianas..
40 Em 2007, no
Índice de Liberdade Econômica, a Arménia foi classificada como o 32º país, com um índice próximo a países como
Portugal e
Itália.
41
Demografia
A Arménia possui uma população estimada em 3.215.800 habitantes e é a
segunda maior densidade populacional das ex-repúblicas soviéticas. Tem
havido um problema de declínio populacional causado por altos índices de
emigração após a dissolução da
URSS.
As taxas de emigração e o declínio populacional, no entanto, diminuíram
drasticamente nos últimos anos e um moderado afluxo de arménios
regressa à Arménia, têm sido as principais razões para a tendência, que
estima-se continuar. É esperado que a Arménia retome seu crescimento
populacional positivo em 2010.
Os
arménios configuram 97,9% da população, enquanto que os
iáziges 1,3% e os
russos 0,5%. há demais minorias que incluem
assírios,
ucranianos,
gregos,
curdos,
georgianos e
bielorrussos. Pequenas comunidades de
valacos,
volgaicos,
ossetas,
udinos e
tatras, existem comunidades de
polacos e
alemães caucasianos sobre uma pesada russificação.
42 Durante os anos soviéticos, os
azerbaijanos compunham a segunda maior população no país (aproximadamente 2,5% em 1989
43 ). Porém, devido às hostilidades com o vizinho Azerbaijão sobre a disputada região de
Nagorno-Karabakh,
praticamente toda população azeri emigrou da Arménia. Por outro lado, a
Arménia recebeu um grande afluxo de refugiados arménios do Azerbaijão,
dando assim um caráter mais homogêneo à Arménia.
Diáspora
A Arménia possui uma diáspora relativamente grande (8 milhões segundo
algumas estimativas, excedendo signitivamente a população de 3 milhões
da própria Arménia), com colônias espalhadas pelo mundo todo. As maiores
comunidades armênias fora da Arménia se encontram na
Rússia,
França,
Irão,
Estados Unidos,
Brasil, Geórgia,
Síria,
Líbano,
Argentina,
Chile,
Uruguay,
Austrália,
Canadá,
Chipre,
Ucrânia e
Israel.
44 De 40 a 70 mil arménios ainda vivem na
Turquia (a maioria perto de
Istambul).
45 Aproximadamente, mil arménios residem no
bairro Arménio na
cidade antiga de
Jerusalém em
Israel, remanescentes do que fora uma vez uma grande comunidade.
46 Na
Itália se encontra a
San Lazzaro degli Armeni, uma ilha localizada na
Lagoa de Veneza, que é completamente ocupada por um mosteiro dirigido pelos
mekhitaristas, uma congregação católica arménia.
47 Além disso, por volta de 130 mil arménios vivem na região de
Nagorno-Karabakh onde compõem a maioria da população.
48 No
Brasil se concentram principalmente na cidade de
Osasco, no estado de
São Paulo.
Cultura
Os arménios tem o seu próprio
alfabeto e a sua própria
língua. O alfabeto foi inventado em 406 pelo
São Mesrob Machtots, e consiste em 38 letras, duas delas adicionadas durante o
período ciliciano. 96% da população fala o idioma arménio e cerca de 75,8% fala também o
russo. Entrentanto, o
inglês vem ganhando cada vez mais espaço entre a população.
[carece de fontes]
Religião
A religião predominante na Arménia é o
cristianismo, sendo esta crença partilhada por 98,7% da população de acordo com o site.
49 As origens da
Igreja Arménia remontam ao
século I d.C. De acordo com a tradição, a Igreja Arménia foi fundada por dois dos doze apóstolos de Cristo,
São Judas Tadeu e
São Bartolomeu, que pregaram o cristianismo na Arménia entre os anos de 40 e
60 d.C. Por causa destes
apóstolos
fundadores, o nome oficial da Igreja Arménia é Igreja Apostólica
Arménia. A Arménia foi a primeira nação à adotar o cristianismo como
religião oficial de Estado, em 301. Mais de 93% dos cristãos arménios
pertencem à Igreja Apostólica Arménia, uma forma de ortodoxia oriental
(não-calcedônia), que é uma igreja muito ritualística e conservadora,
muitas vezes comparada às igrejas
copta e
síria.
A Arménia possui também uma população de católicos, ambos romanos e
arménios-mekhtaristas (juntos 180 mil), evangélicos protestantes e
seguidores da religião tradicional arménia. Os curdos iáziges, que vivem
na parte ocidental do país, praticam o
iazdanismo. A
Igreja Católica Arménia e sediada em
Bzummar,
Líbano. Os curdos não-iáziges praticam o
islamismo sunita.
A comunidade judaica na Arménia diminuiu para 750 pessoas desde a
independência devido às dificuldades econômicas, onde a maioria dos
emigrantes foram para
Israel. Existem atualmente duas sinagogas na Arménia, uma na capital, Erevã, e outra na cidade de
Sevan localizada próxima ao
Lago Sevan.
Casamentos com cristãos arménios são frequentes. Ainda assim, apesar
destas dificuldades, existe muito entusiasmo para ajudar a comunidade a
satisfazer suas necessidades.
50
Os
santos padroeiros da Arménia são o primeiro
católico de todos os armênios,
Gregório, o Iluminador, e o
apóstolo Bartolomeu.
51
Música e arte
Ópera de Erevã
A Galeria Nacional de Arte de
Erevã possui mais de 16 mil obras que datam desde a
Idade Média. O Museu de Arte Moderna, a Galeria de Imagens Infantis e o Museu
Martiros Saryan
reúnem notáveis acervos. Contudo, muitas coleções particulares estão em
operação, abertas o ano todo. Elas promovem exposições rotativas e
vendas de obras de arte.
A
Orquestra Filarmônica da Arménia se apresenta na recondicionada
Casa de Ópera de Erevã. Além disso, várias câmaras estão disponíveis para o aprendizado da
música, como a
Orquestra de Câmara Nacional da Arménia e a Orquestra Serenade. A
música clássica pode ser ouvida em vários pequenos locais, incluindo o
Conservatório Estadual de Música de Eerevã e o Hall da Orquestra de Câmara. O
jazz é popular, especialmente no
Verão, quando performances ao vivo acontecem frequentemente nos cafés e bares da cidade.
Em Erevã um mercado de
arte e
artesanato
fecha a Praça da República com um alvoroço de centenas de mercadores
vendendo uma grande variedade de artesanatos aos finais de semana e às
quartas-feiras, embora com o horário reduzido ao meio-dia. O mercado
oferece antiguidades, rendas finas e tapetes feitos à mão que são a
especialidade do Cáucaso. A
obsidiana
é achada facilmente e é matéria-prima para os artesãos do país fazerem
chaveiros, crucifixos, placas, objetos ornamentais, bijuterias, etc. A
ourivesaria arménia é muito tradicional e ocupa uma esquina no mercado, com itens de
ouro para serem negociados. Relíquias soviéticas e
souvenirs manufaturados da
Rússia - bonecas, relógios, caixas esmaltes também estão disponíveis no mercado.
Do outro lado da
Opera House, um popular mercado de arte fecha o parque da cidade aos fins de semana. A longa história arménia, como no tempo das
Cruzadas no mundo antigo, resultaram em paisagens com muitos sítios
arqueológicos a serem explorados. Sítios da Idade Média,
Idade do Ferro,
Idade do Bronze e até a
Idade da Pedra
estão há poucas horas do centro da cidade. Porém, a mais espetacular
experiência é poder visitar Igrejas e fortalezas como eram
originalmente.
Músicos folclóricos arménios
A
Universidade Americana da Arménia possui graduação em Negócios,
Direito e em outras áreas. A instituição existe graças aos esforços combinados do governo da Arménia, da
União Geral Arménia de Beneficência (
UGAB), da
Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional e da
Universidade da Califórnia. Os programas de extensão e a biblioteca da universidade fazem dela um centro da
língua inglesa no país e um local de incentivo à vida intelectual na cidade.
Muitos nomes famosos da música mundial são arménios ou descendentes, incluindo o famoso compositor clássico
Aram Khachaturian, o baterista Aram Khachaturian, a famosa cantora americana
Cher e o cantor
francês Charles Aznavour. Todos os membros da banda americana de
metal System of a Down são descendentes de arménios.
Hospitalidade e cerimônia de casamento
A hospitalidade arménia é bem conhecida e tem origem nas antigas
tradições do povo. Reuniões sociais são sempre acompanhadas de suntuosos
banquetes com muita comida tradicional. Os anfitriões podem servir seus
convidados com bastante comida e os pratos e copos nunca devem ficar
vazios ou incompletos. Após uma porção de comida, é aceitável negar de
forma educada e cortês repetir, ou mais simplesmente deixe um pouco de
comida no prato.
Bebidas alcoólicas, como
conhaque,
vodka e
vinho tinto, podem acompanhar a comida ou serem servidas nas reuniões. É raro que se vá a uma casa arménia e não ser convidado para um
café,
massas, alguma comida ou mesmo
água.
A elaborada cerimônia de casamento na Arménia é preparada desde
quando o homem e a mulher são " "prometidos" um ao outro. O chefe da
família (pai, avô ou em alguns casos o tio) vai até a casa da mulher
pedir permissão ao pai dela para seus filhos namorarem e com esperança
de terem um futuro próspero. Se a permissão for concedida pelo pai da
mulher, o homem dá então a ela um anel de compromisso para oficializar a
relação. Para celebrar a união das famílias, a família da mulher abre
uma garrafa de conhaque. Após a promessa, muitas famílias promovem uma
grande festa de noivado. A família da noiva é quem planeja, organiza e
paga pela festa. Há apenas um pequeno envolvimento por parte da família
do noivo. Na festa, um
padre
convoca a todos para rezarem, para que o casal se torne mais tarde
marido e mulher e sejam abençoados. Quando as palavras do padre são
concluídas, o casal desliza por uma fita de casamento pela mão esquerda
(o anel é movido para a mão direita em uma cerimônia formal de casamento
na
Igreja Arménia).
É o tempo habitual para escolher se o casal irá se casar é de um ano.
Diferentemente de outras culturas, é o homem e sua família que pagam
para casar. O processo de organização e planejamento é usualmente feito
pela noiva.
Culinária
Kebab (
քեբաբ) de frango arménio,
esfiha (
լահմաջո;
lahmadjo), charuto de folha de uva (
թփով տոլմա;
thpov tolma), arroz (
բրինձ;
brindz) e
baklava (
բակլավա)
Dada a geografia e a historia do país, a culinária arménia é uma das representantes da
mediterrânica e
caucasiana, com fortes influências da
Europa Oriental e do
Oriente Médio e, em menor escala, dos
Bálcãs. Os arménios têm influenciado as tradições culinárias de seus países vizinhos ou cidades, como
Alepo.
52 A culinária arménia caracteriza-se pelos recheios,
purés e coberturas na preparação de um grande número de
carnes,
peixes e
legumes.
53
Desporto
Na Arménia jogam-se vários tipos de
desportos, entre os que se destacam estão a
luta livre, o
levantamento de peso, o
judo, o
futebol, o
xadrez e o
boxe.
54 O relevo da Arménia é bastante montanhoso, o que facilita a prática de desportos como
esqui e o alpinismo sejam practicados massivamente. Uma vez que é um país sem
litoral, os desportos aquáticos somente podem ser practicados em lagos, especialmente no
lago Sevan. Competitivamente, a Arménia tem tido êxito em
halterofilia e luta livre.
A Arménia é também participante activo na comunidade desportiva internacional com a plena pertencida à
União das Federações Europeias de Futebol e a
Federação Internacional de Hóquei no Gelo.
A Arménia, sem embargo é uma autêntica potência mundial em
xadrez. Na
Olimpíada de Xadrez de 2006, celebrada em
Turim, a equipe masculina foi campeã e a equipe feminina ficou em sétimo lugar.
Levon Aronian é o principal jogador de xadrez da Arménia.
O maior estádio do país é o
Estádio Hrazdan localizado em Erevã.
Personalidades
A
diáspora arménia
teve como efeito o surgimento de personalidades de origem arménia por
todo o mundo. Destacados nas artes, esportes ou políticas, vários países
ocidentais têm em arménios seus ídolos e heróis: na
França, o cantor
Charles Aznavour, aclamado como um dos maiores cantores do país, e o ex-piloto de
Fórmula 1,
Alain Prost; nos
Estados Unidos, a
banda de
metal System of a Down, formada por descendentes de
arménios, a atriz e cantora
Cher, filha de um caminhoneiro refugiado arménio, e o
escritor de
contos William Saroyan, famoso por suas histórias curtas e tocantes; no
Brasil, os atores
Stepan Nercessian e
Aracy Balabanian. Nercessian, que atualmente ocupa o cargo de
deputado federal, conseguiu da
Câmara Municipal do
Rio de Janeiro, quando era
vereador desse município, o reconhecimento oficial ao
genocídio arménio e aos seus 1,5 milhão de mortos.
55
Ver também
Referências
- Հայաստանի Հանրապետության Ազգային վիճակագրության ծառայություն: Հայաստանի Հանրապետության մշտական բնակչության թվաքանակը 2014 թվականի հուլիսի 1-ի դրությամբ — ստուգվում: 1.8.2014
- Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
- Como um país transcontinental, a Arménia pode ser considerada parte da Ásia e/ou da Europa. A ONU classification of world regions situa a Arménia na Ásia Ocidental; a CIA World Factbook [1], National Geographic, e Encyclopædia Britannica também situam a Arménia na Ásia. Convencionalmente, inúmeras fontes colocam a Arménia na Europa, como a BBC [2], Oxford Reference Online [3], Merriam-Webster's Collegiate Dictionary (também situa tradicionalmente o Reino da Arménia na Ásia), e www.worldatlas.com. Entretanto, o governo arménio e o seu povo se identificam como europeus e como parte integrante da Europa. [4].
O ministro das relações exteriores da Arménia, Vardan Oskanyan disse
recentemente que: "A Arménia fica na Europa. Isso é fato, não uma
resposta a uma questão." [5]. Torben Holtze, líder da representação na Arménia, Geórgia da Comissão Europeia e embaixador da União Europeia sediada em Tbilisi, pronunciou-se recentemente: "Por uma questão de princípios, a Arménia é uma nação europeia." [6]; Juergen-Zahorka, Hans. How Armenia Could Approach the European Union LIBERTAS - Europaeisches Institut GmbH.; =401 EUROPE AND ARMENIA Inside Europe.
- "A conversão da
Arménia ao cristianismo foi provavelmente o passo crucial em sua
história. (.) Que identifica a Arménia quase como a única nação cristã
nesse período e a primeira a adotar oficialmente o cristianismo". (Nina Garsoïan. In: ed. R.G. Hovannisian. Armenian People from Ancient to Modern Times. [S.l.]: Palgrave Macmillan, 1997. Volume 1, p.81 pp. ).
- René Grousset. Histoire de l'Arménie. 1984 edition. ed. [S.l.]: Payot, 1947. p. 122 pp. . Datas estimadas variam entre 284 a 314. Garsoïan (op.cit. p.82), seguindo a pesquisa de Ananian, favorece a segunda data.
- Razmik Panossian, The Armenians: From Kings And Priests to Merchants And Commissars, Columbia University Press (2006), ISBN 978-0-231-13926-7, p. 106.
- "Χαλύβοισι πρὸς νότον Ἀρμένιοι ὁμουρέουσι (The Armenians border on the Chalybes to the south)". Mark Chahin. The Kingdom of Armenia. Londres: Routledge, 2001. fr. 203 pp. ISBN 0-7007-1452-9.
- Tradução do grego: Ἀρμένιοι δὲ κατά περ Φρύγες ἐσεσάχατο, ἐόντες Φρυγῶν ἄποικοι
- Anabasis. [S.l.: s.n.]. IV.v.2-9 pp.
- Nubar Kerimian. Massacre de Armênios e Memórias de Naim Bey para Aram Adonian. 1982. ed. São Paulo: Igreja Apostólica Armênia, 1982.
- Gênesis 8:4
- Cher Biography (1946-) (em inglês) Filmreference.com. Visitado em 26 de maio de 2010.
- Vahan Kurkjian. History of Armenia. 1964 edition. ed. Michigan: Armenian General Benevolent Union, 1958.
- Armenian Soviet Encyclopedia. Erevan: Armenian Encyclopedia, 1987. v. 12 pp.
- Artak Movsisyan. Sacred Highland: Armenia in the spiritual conception of the Near East. [S.l.]: Yerevan, 2000.
- Martiros Kavoukjian. The Genesis of Armenian People. [S.l.]: Montreal, 1982.
- The World Factbook: Armenia CIA.
- Borgna Brunner. Time Almanac with Information Please 2007. [S.l.: s.n.]. p. 685 pp. 193340549X.
- J. S. Kirakosian. Hayastane michazkayin divanakitut'yan ew sovetakan artakin kaghakakanut'yan pastateghterum, 1828-1923 (Arménia nos documentos da diplomacia internacional e negócios estrangeiros soviéticos, 1828-1923) (em ). [S.l.]: Yerevan, 1972. pp. 149-358 pp.
- Eastern Europe, Russia and Central Asia 2004 - Page 74 by Imogen Gladman, Taylor & Francis Group
- Baltic states, Armenia, Georgia, and Moldova boycott USSR referendum..
- Michael P. Croissant. The Armenia-Azerbaijan Conflict: Causes and Implications. Londres: Praeger, 1998. ISBN 0-275-96241-5.
- The Ties That Divide GlobalHeritage Fund (2006-06-17).
- Thomas De Waal. Black Garden: Armenia And Azerbaijan Through Peace and War. Nova York: New York University Press. p. 240 pp. ISBN 0-8147-1945-7.
- Geografia da Armênia - Ambiente, natureza e condições climáticas Portal São Francisco. Visitado em 19 de abril de 2011.
- Freedom in the World 2007 Freedom House.
- Nagorno-Karabakh: The Crisis in the Caucasus. Visitado em 2007-04-06.
- Baku and Moscow - 'One Hundred Percent Strategic Partners' Hetq Online (27 de fevereiro de 2006). Visitado em 27 de fevereiro de 2006.
- See Armenian-American; EuroAmerican.net
presents official data from the 2000 U.S. Census (including
state-by-state data), which states that there are 385,488 people of
Armenian ancestry currently living in the United States. The 2001 Canadian Census
determined that there are 40,505 persons of Armenian ancestry currently
living in Canada. However, these are liable to be low numbers, since
people of mixed ancestry, very common in North America tend to be
under-counted: the 1990 census U.S. indicates 149,694 people who speak Armenian at home. The Armenian Embassy in Canada estimates 1 million ethnic Armenians in the U.S. and 100,000 in Canada. The Armenian Church of America makes a similar estimate. By all accounts, over half of the Armenians in the United States live in California.
- RFE/RL Caucasus Report Armenian Ministry of Foreign Affairs (2005-01-07).
- Interview with RA National Assembly Speaker Artur Baghdasaryan ArmInfo News Agency (26 de outubro de 2005).
- Armenia: Armenia's chances of EU membership assessed BNET Research Center (julho 2003).
- Armenia not to join NATO, EU: president Xinhua News Agency (24 de abril de 2006).
- KFOR Contingent: Armenia Official Web Site of the Kosovo Force (24 January 2006).
- Armenian defence minister to visit Iraq as Armenia to extend small troop presence Associated Press (13 de novembro de 2006). Visitado em 20 de fevereiro de 2007.
- Административное деление (Administrative divisions) (em Russo) Armenian Embassy in Russia (1999).
- Demourian, Avet (19 de outubro de 2007). Armenian Eyes, Ears on US Genocide Vote Associated Press.
- Transparency International Corruption Perceptions Index 2006.
- Transparency International Corruption Perceptions Index 2003.
- 2007/2008 Reports - Armenia UNDP.
- Index of Economic Freedom 2007 The Heritage Foundation.
- Citação: , parte da OSCE
- (em russo) The All-Union Population Census of 1989. Demoscope.ru
- Genocidio Armenio.